Tendências em saúde mental nas empresas 2026

O Relatório de Tendências em Saúde Mental 2026 tem como objetivo iluminar riscos e oportunidades emergentes, permitindo que organizações planejem ações preventivas, consistentes e alinhadas às transformações sociais, tecnológicas, políticas e culturais em curso.

Mantivemos a lógica de continuidade histórica do Relatório, preservando dimensões estruturantes, ao mesmo tempo em que atualizamos os temas à luz de novos marcos regulatórios, mudanças no mundo do trabalho e evidências recentes.

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Anuário Saúde Mental nas Empresas 2025

O Anuário Saúde Mental nas Empresas 2025 consiste no mais amplo estudo já realizado em relação a iniciativas e compromissos com a promoção da Saúde Mental dos 100 maiores grupos empresariais do Brasil, que conjuntamente registram cerca de 3 milhões de empregados e faturam quase 5 trilhões de reais.

O estudo é um marco de transparência, análise e classificação do quanto as empresas brasileiras investem de seu tempo, planejamento e recursos para enfrentar esse mal que, embora não raro oculto, tem um impacto profundo na qualidade da vida, do trabalho e da produção.

Nosso estudo é um ponto de partida para que se dê ao tema da preservação da saúde mental, de maneira preventiva e estrutural, o valor que ele merece, conforme indicam os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e os Determinantes Sociais da Saúde (DSS) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

  • O Brasil é o 1° do mundo em transtornos de ansiedade, além do 2º país das Américas com a maior prevalência de transtornos de depressão.
  • 60% dos brasileiros afirmam que o trabalho é uma fonte de ansiedade, estresse e tristeza sendo que 72% dos que estão no mercado de trabalho sofrem de alguma sequela decorrente de estresse.

As empresas brasileiras não somente têm uma enorme responsabilidade na promoção da Saúde Mental como encontram nela um veio de crescimento, ganho de eficiência e compromisso com a população e o futuro das próximas gerações.

O Anuário visa ampliar o conhecimento da sociedade sobre o tema da saúde mental corporativa de incentivar o desenvolvimento, compromisso e divulgação com as melhores práticas na área.


Se você for de alguma destas empresas, entre em contato aqui


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Anuário Saúde Mental nas Empresas 2025

O Anuário Saúde Mental nas Empresas 2025 consiste no mais amplo estudo já realizado em relação a iniciativas e compromissos com a promoção da Saúde Mental dos 100 maiores grupos empresariais do Brasil, que conjuntamente registram cerca de 3 milhões de empregados e faturam quase 5 trilhões de reais.

O estudo é um marco de transparência, análise e classificação do quanto as empresas brasileiras investem de seu tempo, planejamento e recursos para enfrentar esse mal que, embora não raro oculto, tem um impacto profundo na qualidade da vida, do trabalho e da produção.

Nosso estudo é um ponto de partida para que se dê ao tema da preservação da saúde mental, de maneira preventiva e estrutural, o valor que ele merece, conforme indicam os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e os Determinantes Sociais da Saúde (DSS) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

  • O Brasil é o 1° do mundo em transtornos de ansiedade, além do 2º país das Américas com a maior prevalência de transtornos de depressão.
  • 60% dos brasileiros afirmam que o trabalho é uma fonte de ansiedade, estresse e tristeza sendo que 72% dos que estão no mercado de trabalho sofrem de alguma sequela decorrente de estresse.

As empresas brasileiras não somente têm uma enorme responsabilidade na promoção da Saúde Mental como encontram nela um veio de crescimento, ganho de eficiência e compromisso com a população e o futuro das próximas gerações.

O Anuário visa ampliar o conhecimento da sociedade sobre o tema da saúde mental corporativa de incentivar o desenvolvimento, compromisso e divulgação com as melhores práticas na área.


Se você for de alguma destas empresas, entre em contato: jorge.sales@philosorg.com.br 


NR-1 e a Saúde Mental no Trabalho: Desafios e o Paradoxo do Adiamento

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que torna obrigatória a avaliação de riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), representa um marco na valorização da saúde mental no ambiente de trabalho. Embora sua obrigatoriedade tenha sido adiada para 2026, a mudança exige uma postura proativa das empresas diante do crescimento alarmante de afastamentos por transtornos mentais.

 

  1. A saúde mental como obrigação legal e estratégica: a NR-1 atualizada reconhece os riscos psicossociais como parte essencial da segurança no trabalho, exigindo das empresas uma abordagem integrada ao bem-estar mental.
  2. Cenário preocupante e impacto nos negócios: o aumento expressivo dos afastamentos por transtornos mentais destaca a urgência de ações estruturadas, sob pena de graves prejuízos econômicos e sociais.
  3. O adiamento como oportunidade e risco: embora o prazo estendido permita melhor preparação, o risco de inércia é alto; empresas devem aproveitar o tempo para promover mudanças reais e duradouras.

 

A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), atualizada pela Portaria nº 1.419/2024 estabelece diretrizes para a gestão de segurança e saúde no trabalho no Brasil. Uma das inovações mais significativas dessa atualização é a obrigatoriedade de incluir a avaliação de riscos psicossociais no GRO – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, a partir de 26 de maio de 2025, no entanto, a vigência foi adiada para 26 de maio de 2026. Essa medida reconhece que fatores como estresse, assédio, carga mental excessiva, metas excessivas, jornadas extensas, ausência de suporte, assédio moral, conflitos interpessoais, falta de autonomia no trabalho e condições precárias de trabalho impactam diretamente a saúde mental dos trabalhadores e, consequentemente, o desempenho organizacional.

A saúde mental dos trabalhadores é um fator crítico para a produtividade e sustentabilidade das empresas. Dados recentes indicam que, em 2024, o Brasil registrou o maior número de afastamentos por transtornos mentais em uma década, totalizando mais de 472 mil licenças concedidas. Os principais motivos foram transtornos de ansiedade e depressão. Um aumento de 68% em relação a 2023 e 400% desde a pandemia.

Esses afastamentos têm implicações econômicas significativas: a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 12 bilhões de dias úteis sejam perdidos globalmente, todos os anos, devido à depressão e ansiedade. Isso representa uma perda de US$ 1 trilhão por ano. Além disso, pesquisas revelam que 86% dos funcionários considerariam mudar de emprego para preservar a saúde mental, e 76% conhecem alguém que precisou se afastar do trabalho por questões psicológicas.

Esse adiamento apresenta tanto benefícios quanto desafios:

Aspectos Positivos:

  • Tempo para Adequação: O prazo estendido permite que as empresas, especialmente as menores, se preparem adequadamente, desenvolvendo políticas e práticas eficazes para a gestão dos riscos psicossociais.
  • Capacitação e Sensibilização: O período adicional pode ser utilizado para capacitar gestores e colaboradores sobre a importância da saúde mental no ambiente de trabalho, promovendo uma cultura organizacional mais saudável.

Aspectos Negativos:

  • Risco de Inércia: A ausência de fiscalização imediata pode levar algumas empresas a postergar ações necessárias, mantendo ambientes de trabalho que não promovem o bem-estar mental dos colaboradores.
  • Continuidade dos Prejuízos: Enquanto as medidas não são efetivamente implementadas, os afastamentos por transtornos mentais continuam a crescer, impactando a produtividade e gerando custos significativos para as organizações e para o sistema de saúde pública.

A NR-1 representa um avanço significativo na promoção da saúde mental no ambiente de trabalho. Sua efetiva implementação é essencial para reduzir os afastamentos por transtornos mentais, melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e aumentar a produtividade das empresas. Embora o adiamento da fiscalização proporcione um período de preparação, é crucial que as organizações utilizem esse tempo de forma proativa, adotando medidas que priorizem o bem-estar mental de seus colaboradores

Fonte de dados: G1, Revista Exame, OMS, NR1 e Ministério da Previdência Social

 


Autora: Taíssa Mariotti

Psicóloga clínica e organizacional, Administradora formada pela UERJ. MBA – Especialização em Gestão de Pessoas – UFF. Especialista em Carreira pela SBC. Mais de 15 anos em grandes Organizações na área de Recursos Humanos, empresas como: Telemar (Oi), Repsol Sinopec, Eni Oil, Odebrecht. Sólida experiência na estruturação de planos de carreira, avaliação de perfil, competências nas áreas de recrutamento e seleção e treinamento e desenvolvimento.

Professora da FGV de 2014 a 2017, no curso Formação em Analista de Recursos Humanos, nas disciplinas: Atração e seleção de talentos e Autogerenciamento. Professora de Processos seletivos da PROSEEK.

Consultora de empresas como: re.green, Hortifruti, Prosafe, Ceptis, Ocyan.

Atua na clínica há 10 anos com uma base existencialista, formação em Terapia do Esquema, terapia sistêmica e formação em andamento em Análise Bioenergética (psicoterapia corporal). Integro minha vivência corporativa e clínica para promover saúde mental e qualidade de vida nos indivíduos e nas organizações.


Descubra as Principais Tendências em Saúde Mental para 2025

No dia 20/02/2025, lançamos, em parceria com o Portal Integridade ESG, o Relatório de Tendências em Saúde Mental para 2025.

Nossa equipe de inteligência mapeou os 7 tópicos que irão transformar o cenário corporativo e impactar diretamente o bem-estar dos colaboradores.

✔ Ecoansiedade – O impacto das mudanças climáticas na saúde mental
✔ Inteligência Artificial e Mídias Sociais – Como essas tecnologias afetam o bem-estar emocional
✔ Cenário Anti-ESG – Os desafios da sustentabilidade na saúde mental
✔ CHO (Chief Happiness Officer) – O papel da felicidade na cultura organizacional
✔ Setembro Amarelo – Estratégias para a prevenção ao suicídio no ambiente de trabalho
✔ Saúde Mental das Mulheres – Desafios e soluções
✔ Políticas Públicas – Como a Lei nº 14.831 e novas normas da NR-1 influenciam a saúde corporativa

Prepare sua empresa para o futuro e cuide do bem-estar dos seus colaboradores:

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Anuário Saúde Mental nas Empresas 2024

O Anuário Saúde Mental nas Empresas 2024 consiste no mais amplo estudo já realizado em relação a iniciativas e compromissos com a promoção da Saúde Mental dos 100 maiores grupos empresariais do Brasil, que conjuntamente registram cerca de 3 milhões de empregados e faturam quase 5 trilhões de reais.

O estudo é um marco de transparência, análise e classificação do quanto as empresas brasileiras investem de seu tempo, planejamento e recursos para enfrentar esse mal que, embora não raro oculto, tem um impacto profundo na qualidade da vida, do trabalho e da produção.

Nosso estudo é um ponto de partida para que se dê ao tema da preservação da saúde mental, de maneira preventiva e estrutural, o valor que ele merece, conforme indicam os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e os Determinantes Sociais da Saúde (DSS) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

  • O Brasil é o 1° do mundo em transtornos de ansiedade, além do 2º país das Américas com a maior prevalência de transtornos de depressão.
  • 60% dos brasileiros afirmam que o trabalho é uma fonte de ansiedade, estresse e tristeza sendo que 72% dos que estão no mercado de trabalho sofrem de alguma sequela decorrente de estresse.

As empresas brasileiras não somente têm uma enorme responsabilidade na promoção da Saúde Mental como encontram nela um veio de crescimento, ganho de eficiência e compromisso com a população e o futuro das próximas gerações.

O Anuário visa ampliar o conhecimento da sociedade sobre o tema da saúde mental corporativa de incentivar o desenvolvimento, compromisso e divulgação com as melhores práticas na área.


Desafios e Limites na Prevenção ao Suicídio Relacionado ao Trabalho

O filósofo francês Albert Camus, no ensaio O Mito de Sísifo, descreve o suicídio como o único problema filosófico realmente sério: “julgar se a vida vale ou não vale a pena ser vivida é responder à pergunta fundamental da filosofia”.  O suicídio já foi tratado de diversas formas, variando em função da cultura e do momento histórico, desde considerado um gesto heroico, até expressão do pecado ou da loucura. Somente nas primeiras décadas do século XXI é que a temática do suicídio relacionado ao trabalho passou a ser uma questão para estudiosos do mundo empresarial. Estudos sobre a psicodinâmica laboral apontam a centralidade do trabalho na saúde mental, bem como a invisibilidade do fenômeno do suicídio relacionado ao trabalho, uma vez que, na maior parte das vezes, não se consegue estabelecer relações que liguem o ato do suicídio diretamente a questões do trabalho. 

 

Durante o Setembro Amarelo, uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio implementada em 2015, muitas empresas desenvolvem campanhas pontuais de conscientização e comunicação, na expectativa de estarem fazendo sua parte na prevenção ao suicídio, porém campanhas pontuais desta natureza por si só, não geram redução efetiva do número de mortes por suicídio. Dados do Sinan demonstram que o Setembro Amarelo não alterou a tendência histórica de crescimento dos suicídios no Brasil após sua implementação, uma vez que houve aumento nas taxas anuais de mortes por suicídio entre 2011 e 2019, com 4,99 e 6,41 suicídios por 100 mil habitantes, respectivamente. Adicionalmente, houve um aumento de 6,2% no risco de mortalidade em 2017 e de 8,6% em 2019. A deficiência de ações multissetoriais pode explicar este fenômeno, o que corrobora a necessidade de associarmos políticas públicas e privadas com novas linhas de ação focadas na formação de profissionais e lideranças. A prevenção do suicídio deve estar inserida em um contexto mais amplo de saúde mental, com ações contínuas e integradas em múltiplas esferas, pois soluções simples para problemas complexos geralmente são limitadas ou estão equivocadas.

O suicídio é um fenômeno multifatorial com grande complexidade no entendimento das suas causas e sua ocorrência nos leva a refletir que o trabalhador precisava de algum acolhimento que não foi disponibilizado quando necessário. Estudos realizados em diversos países, incluindo o Brasil, apontam as transformações organizacionais e seu modelo de gestão como potenciais desencadeadores do suicídio entre trabalhadores. São muitos os fatores, tais como frequentes reestruturações, desemprego, imprevisibilidade, exigências contínuas e aceleradas, fragilização dos limites entre a vida privada e profissional, precarização, novos modelos de trabalho, competitividade, entre outras. Esses elementos, carregados por forte conteúdo emocional, vivenciados dentro de um “período crítico”, provocariam uma desorganização psíquica tal no indivíduo, desencadeando nele uma crise suicida. Adicionalmente, tais aspectos, vistos como inerentes ao modelo econômico atual, acabam também naturalizando o mal-estar que acomete o ambiente de trabalho

Os modelos de prevenção usualmente consideram perfis de risco para direcionar ações que se antecipem a consumação do ato. Os principais fatores de risco de suicídio são o histórico de tentativa, a presença de transtornos mentais, aspectos psicológicos, fatores sociodemográficos e condições clínicas incapacitantes.  Neste contexto, muitas estratégias focam em evitar que determinados indivíduos considerados de risco cometam suicídio, em uma visão pragmática de causa e efeito, subordinada às leis da lógica como campo de compreensão do homem. Acontece, no entanto, que as vivências humanas não “cabem” dentro de uma lei lógica, quantificável, medida com precisão, cultura predominante no universo corporativo.

Nem toda ideação suicida resulta em suicídio e nem todo o suicídio é precedido de ideações suicidas. Pesquisas apontam que mais de 50% dos suicídios não são precedidos de ideação nem oferecem sinais prévios facilmente identificáveis. Muitas vezes, uma crise psíquica intensa, deflagrada por elementos culturais ou ambientais, podem levar o indivíduo ao suicídio diante de uma oportunidade que se apresente no curso da crise. Mas como preveni-lo nestas circunstâncias?

A forma que se apresenta é cuidar do ambiente no qual o indivíduo está inserido, trabalhando o sentido existencial em uma atmosfera de acolhimento, escuta e segurança psicológica. Diante do desafio de antecipar o movimento de um indivíduo, deve-se focar em melhorar o ambiente no qual o conjunto de indivíduos está inserido, em múltiplas dimensões. No contexto empresarial, este é um papel a ser exercido por e para as lideranças corporativas, pois ao mesmo tempo que são agentes de prevenção, são potencialmente indivíduos a serem cuidados.

O suicídio nunca é o resultado de um evento ou fator único, mas consequência da interação complexa de vários fatores, o que faz com que as organizações, muitas vezes, procurem isentar-se de sua responsabilidade, imputando, geralmente, o gesto suicidário a um “temperamento” depressivo ou psicopatológico próprio ao suicida, ou ainda a conflitos afetivos que ele desenvolvia na esfera privada. Desta forma, o tema segue revestido por um véu, quase um pacto de silencio, uma espécie de tabu no interior das organizações e instituições. A incompreensão, a negação das relações entre suicídios com as questões relacionadas ao trabalho, o não entendimento da determinação do trabalho sobre a saúde mental, podem reduzir as possibilidades de se construir ações políticas para a mudança dessas realidades.


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